Monday, 21 May 2007

Wolfmother

Quero-vos deixar com a minha primeira sugestão musical deste blog. Os Wolfmother são um trio de rapazes australianos, grandes talentos musicais, como geralmente são os elementos duma banda de 3 músicos. A sua música é definida como retro-rock, hard-rock, psychedelic rock, enfim, nunca percebi muito acerca destas definições. Apenas sei que daquela guitarra, baixo e bateria saem alguns dos riff's mais viciantes dos últimos anos. Músicas alegres, eléctricas, rápidas, emocionantes, rock puro e duro, bem ao estilo dos lendários Led Zeppelin, Black Sabbath, tudo isto adaptado ao som do séc. XXI. Desde a voz estridente e o virtuosismo na guitarra do vocalista/guitarrista Andrew Stockdale, à originalidade de o baixista ser também o teclista, até aos ritmos frenéticos da bateria, todos estes factores se conjugam na perfeição, e tornam este grupo na banda que mais me entusiasmou no ano de 2006, a par dos Arctic Monkeys. Finalmente chegou a oportunidade de os ver ao vivo, esta 5ª à noite, dia 24 de Maio, no Paradise Garage. Apesar do facto de ter teste na 6ª feira, nada me vai impedir de estar lá, eh eh (excepto, claro está, uma calamidade física, climatérica, geológica, ou simplesmente o concerto ser cancelado...).
Deixo-vos então com Love Train, a música que me chamou a atenção para estes rapazes e que me viciou instantaneamente. É curiosamente uma das suas músicas mais atípicas, tendo em conta o estilo de que vos falei nas linhas anteriores, mas que apenas demonstra a boa versatilidade e originalidade dos Wolfmother. Uma banda a ter em (muita) atenção.

Wednesday, 2 May 2007

Blado blado blado ponto Iuiutubiu

Apresento-vos a dona Sónia:







E este deve ser, com certeza, o seu filho (ouvir só, não liguem às imagens):


Sunday, 22 April 2007

A Prova da Prova

Finalmente apareceu a prova de que José Sócrates realizou e passou a prova de Inglês Técnico na Universidade Independente. Cá está a cópia do teste:

Wednesday, 11 April 2007

Eles "Andem" Aí...

O PNR já controla o Record! Cuidado com eles...


A Maior Nação do Mundo

Deixo-vos com um vídeo que me deixou particularmente chocado por um facto muito simples: já vi muitos destes "inquéritos" feitos a portugueses a dizerem autênticas atrocidades sobre os mais variados factos. Mas o que é certo é que as pessoas que vemos neste vídeo não são velhinhos de uma qualquer província ou aldeia isolada, nem tão pouco crianças mal-educadas (no verdadeiro e literal sentido da palavra) que não sabem o que é o 25 de Abril. São pessoas adultas, aparentemente sem dificuldades financeiras, que vivem em cidades e como tal estão à partida mais informados e com uma maior noção de abertura ao Mundo. E são pessoas que vivem na maior potência mundial, naquela que é, supostamente a "Greatest Nation in the World", como eles se auto-apregoam. Poderão estar algo enfadados e fartos destes clichés do Americano burro e do Bush feio, porco e mau, não se tem falado de outra coisa nos últimos anos. Mas a verdade é que este vídeo ajuda a perceber (muito bem) porque é que esse senhor chegou à cadeira do poder. Para rir ou para pasmar:




Ou ainda uma "extended version", sem legendas. Ainda mais impressionante.

Wednesday, 4 April 2007

Qualidade de Vida

Finalmente o grande regresso do meu blog, depois de uma longa paragem de muitos meses, fruto de uma intensíssima época de exames na Faculdade, seguida de uma gravíssima falta de inspiração e paciência do autor, entre muitas outras "íssimas" que não interessam agora para o caso.
Regresso para vos falar sobre uma experiência que tive nestas férias da Páscoa. Para vos dizer o bom que é uma pessoa desligar-se do Mundo "sufocanto-tecnológico" que nos rodeia, e refugiar-se num cantinho onde não há poluição sonora, nem tão pouco visual, muito menos ambiental. Viver sem preocupações, sem pressões, sem estatutos, sem papéis, sem ter que esperar nada de ninguém, nem ter ninguém a esperar algo de nós. Viver ao sabor da corrente, sem ter que planear e preparar, e prever e preocupar, registar, relembrar, decorar. Viver em liberdade, sem libertinagem, com responsabilidade mas sem obrigações e imposições. Nem que seja por poucos dias, há poucas sensações melhor que estas (excluindo, obviamente, as ditas necessidades básicas do nosso organismo). Experienciar isto com as pessoas que nos são mais próximas é o ideal, e mais ideal ainda é descobrir, através disto, que as pessoas que nós pensávamos serem bastante próximas, são afinal muito mais importantes do que aquilo que alguma vez pensámos. E descobrir novas pessoas e novos mundos. E chegar a esta conclusão institivamente, sem pensar.
Descansem, meus caros leitores, não, não ando a fumar substâncias ilícitas. Pelo menos, não todos os dias. Quem me conhece bem sabe que isso era impossível. Não, eu tive uma experiência transcendental e iluminadora, sem a ingestão de qualquer tipo de drogas. O que torna o acontecimento exponencialmente mais iiispectacular. Apenas quis realçar o quanto é importante as pessoas desobstruírem os ombros da responsabilidade, de vez em quando. Mandar as pressões para o c******, que isto é mesmo assim, e passar 4 ou 5 dias sem ir à Internet, sem telefonemas de trabalho, sem horários, sem 2ªs intenções. Quando puderem, façam isso. Pelo amor de Zeus, façam-no. Vão claramente sentir a falta desses dias quando voltarem à enfadonha rotina quotidiana, qual dependentes de heroína em desmame, mas serão pessoas renovadas por dentro, coisa que geralmente se vê por fora. Abram os vossos horizontes como se abrissem garrafas de minis no meio dum barzito no meio do nada, a jogar snooker ou às cartas com os vossos melhores amigos. Há lá coisas melhores que isto? Haver há, mas não são muitas.

Cumprimentos







P.S.: Deixo-vos com mais uma pérola do YouTube, e já que estamos numa de lamechice, apreciem a melhor declaração de amor que estes olhinhos já viram. Fiquem bem ;)

Friday, 2 February 2007

Assim-assim

Estamos a uma semana do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, o que quer dizer que vai começar a batatada. Mais do que vos expôr a minha posição neste referendo (até porque, estupidamente, nem vou poder votar, pois deixei passar o prazo para arranjar cartão de eleitor), mais do que vos relatar as razões do Sim e as do Não, queria antes partilhar convosco uma série de absurdos acerca dos quais me dei conta nos últimos dias. O primeiro deles foi da autoria de uma jornalista da Sic Notícias que saiu com esta: "Começa hoje a campanha para o aborto."... hum... ee, pois... campanha para o aborto não soa mesmo nada bem, e não é mesmo do que se trata, senhora jornalista, portanto para a próxima, um bocadinho mais de atenção às palavras, "fáxavôr". No entanto, esta é a ideia que passa na cabeça de muita gente sobre os apoiantes do Sim: a ideia de que são a favor do aborto. Pois nada poderia estar mais errado. Pois o que está em causa, não é decidir se o aborto é correcto ou não, mas sim, o impedimento da criminalização e penalização de uma mulher que decida fazê-lo. Eu sou contra o aborto arbitrário, como método contraceptivo, sem justificação clara. E não concordo que uma mulher o faça, e (aqui entra a minha faceta de futuro médico) desencorajaria toda e qualquer mulher, que não possua aparente dificuldade social, física e psicológica para ter um filho, a fazê-lo. Porquê? Simplesmente porque não acho correcto. Agora não vejo que, por não concordar com essa hipotética decisão, essa mulher tenha de ser criminalizada. O acto em questão é, para mim, uma atitude e um comportamento moral e eticamente incorrecto. Mas não é um crime. Não é uma criança de que estamos a falar, mas sim de um embrião. Sim, um embrião é vida, tal como o é uma planta, uma formiga. Mas é uma vida em gestação, que não consegue sobreviver cá fora. É um projecto de vida. "E por isso tem menos direitos?", colocam-me esta questão desta forma algo bruta... Pois sim, eu entendo que assim o é (respondo eu de forma igualmente bruta), pois não se trata de um ser humano plenamente formado. Há quem defenda que vida é vida, e que não tem prazo de validade. Respeito absolutamente essa opinião, apesar de não concordar com ela. E percebo esse lado da questão. E a isto chamo liberdade de valores, democracia, o que quiserem. Mas então, não percebo como (algumas, não todas) pessoas que defendam que "vida é sempre vida", que a vida é um direito basilar, já aceitem de ânimo leve que uma gravidez de um embrião com mal-formação ou fruto de um crime sexual seja perfeitamente passível e justificável de ser interrompida. Chegamos a um novo absurdo. Se vida é sempre vida, então há que ter coerência e bom senso. Eu tenho os meus critérios. Para alguns poderão parecer frios e cruéis, mas parece-me ser o mais racional aceitar como pessoa humana um feto que consiga sobreviver fora do ambiente intra-uterino. E esse critério deve prevalecer para tudo. Um embrião com 10 semanas não é capaz de o fazer. Esta é a verdade. Por tudo isto, não considero justo que uma mulher sofra consequências penais, por ter de tomar tal difícil decisão. Porque eu sei que a decisão não foi tomada de ânimo leve. Nunca é. Acredito que se deve apostar na prevenção, ainda mais do que se faz hoje. Acredito que é necessário um acompanhamento e aconselhamento especial a estes casos, e que se deve sempre defender a vida que se está a criar, e a vida da mulher, que também está em causa, até às últimas. Quando nada disto funciona, quando a pior decisão (quanto a mim) está tomada, não quero que uma lei tirana obrigue a mulher a colocar em risco a sua saúde, ao abortar em locais inapropriados, para mais tarde a enviar, sadicamente, para a prisão. Mesmo que não concorde com a sua decisão.
Ora esta é também, aparentemente, a opinião do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. O que nos leva a mais um absurdo: pois, não sei se é do vosso conhecimento, mas, embora a opinião do professor Marcelo seja, repito, aparentemente, a mesma do que a minha, ele vai votar Não. Porquê? Porque diz que a pergunta é mentirosa. Que a lei que o PS imporá, não tem nada a ver com a pergunta. Mas ele é absolutamente contra a penalização. Mas vai votar Não. Porque acha que a pergunta "Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?" é enganosa. Porque a despenalização não quer dizer despenalização, mas sim liberalização, não punição. E isso já não. Já não é a mesma coisa. Uma coisa é despenalizar, outra é não penalizar. Percebem? Sou contra a penalização, mas acho que é preferível haver penalização, com a qual discordo, do que haver não punição, ai isso é que não. Pois que isto agora as mulheres vão desatar a abortar. Assim sem mais nem ontem. Isso é que não. Mas não devem ser penalizadas. Não, nunca. Mas prefiro que sejam, porque eu não quero que elas possam fazer aborto à vontade sem medo de irem para à prisão. Isso não. Embore não concorde com isso da prisão. Que é uma chatice. ....
Não acreditam? Então deixo-vos o vídeo em questão do Professor Marcelo Rebelo de Sousa, e a crítica bem mais eficaz feita por Ricardo Araújo Pereira e Companhia. Enjoy!